AÇÃO DA MAÇONARIA NA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

*AÇÃO DA MAÇONARIA NA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.*

“A História da nossa independência está intimamente ligada com a Fundação do Grande Oriente do Brasil, 
Obediência Mater da Maçonaria Brasileira.”

No início do século XVIII, com o desenvolvimento econômico e intelectual da colônia, influenciados pela 
independência das colônias inglesas da América do Norte e, posteriormente, pelo movimento popular que culminou com a queda da Bastilha, alguns grupos pensaram na Independência Política do Brasil, de forma que os brasileiros pudessem decidir sobre seu próprio destino.

Ocorreram, então, a Inconfidência Mineira (1789) que marcou a história pelo caráter de seus seguidores, depois a Conjuração Baiana (1798) e a 
Revolução Pernambucana (1817), todas elas duramente reprimidas pelas autoridades portuguesas.

Em todos estes movimentos a Maçonaria se fez presente através das Lojas Maçônicas e Sociedades Secretas já existentes, de caráter maçônico tais como: “Cavaleiros da Luz”, na Bahia e “Areópago de Itambé”, na divisa da Paraíba e Pernambuco, bem como pelas ações individuais ou de grupos de Maçons.

_Dia do Fico:

“Se for para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto.
Diga ao povo que fico!”

O primeiro passo oficial da Maçonaria na Independência foi em 09 de janeiro de 1822, o Dia do Fico, quando D.Pedro I se fixou no Brasil, fato aliás muito propalado na época.

Em 09 de Janeiro de 1822, na sala do Trono, interpretando o manifesto dos fluminenses e paulista e no trabalho de aliciar os mineiros, o Maçom José Clemente Pereira, presidente do Senado da Câmara, antes de ler a representação de outro maçom, José Bonifácio de Andrade e Silva em resposta a ordem da Corte Portuguesa de retorno a Portugal do Príncipe Regente, pronunciou contundente e inflamado discurso pedindo ao Príncipe Regente que permanecesse no Brasil.

Em 13 de Maio de 1822 os Maçons fluminenses liderados por Joaquim Gonçalves Ledo e por proposta do Brigadeiro Domingos Alves Munis Barreto, outorgaram ao Príncipe Regente o título de Defensor Perpétuo do Brasil, oferecido pela Maçonaria e pelo Senado.

Ainda, em maio de 1822, aconselhado pelo então seu primeiro ministro das pastas do Reino e de Estrangeiros, José Bonifácio, D. Pedro I assina o Decreto do Cumpra-se, segundo o qual só vigorariam no Brasil as Leis das Cortes portuguesas que recebessem o cumpra-se do príncipe regente.

Em 02 de junho de 1822, em audiência com D. Pedro I, o Irmão José Clemente Pereira leu o discurso redigido 
pelos Maçons Joaquim Gonçalves Ledo e Januário Barbosa, que explanavam a necessidade de uma Constituinte.

D. Pedro I comunica a D. João VI que o Brasil deveria ter suas Cortes.
Desta forma, convoca a Assembleia Constituinte para elaborar uma Constituição mais adequada ao Brasil.

Este fora outro passo importante em direção à independência, influenciado pela Maçonaria. 

Foi dentro deste contexto, em 17 de junho de 1822, que a Loja “Comércio e Artes na Idade do Ouro”, em sessão memorável, resolve criar o “Grande Oriente Brasílico ou Brasiliano”, que depois viria a ser 
denominado de “Grande Oriente do Brasil”, e para que essa iniciativa tivesse respaldo legal, foram criadas 
mais duas lojas pelo desdobramento de seu quadro de obreiros, através de sorteio, surgindo assim as Lojas 
“União e Tranquilidade” e “Esperança de Nictheroy”,  constituindo-se nas três Lojas Metropolitanas, conforme consta na ata da referida sessão.

O Ir.’. José Bonifácio de Andrada e Silva é eleito o primeiro Grão-Mestre, 
tendo o Ir.’. Joaquim Gonçalves Ledo como 1º Grande Vigilante e o Padre Januário da Cunha Barbosa como 
Grande Orador.

_Iniciação e Exaltação de D. Pedro I na Maçonaria:

A ata da nona sessão do Grande Oriente Brasílico – Assembleia Geral – realizada no 13º dia do 5º mês 
maçônico do Ano da Verdadeira Luz 5822 (02 de agosto de 1822) consta ter o Grão Mestre da Ordem, conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, proposto a iniciação de Sua Alteza D. Pedro de Alcântara, 
adotando o nome histórico de Guatimozim (último imperador Asteca) que passa a fazer parte do Quadro de 
Obreiros da Loja Comércio e Artes.

Em 05 de Agosto, por proposta de Joaquim Gonçalves Ledo, que ocupava a presidência dos trabalhos, foi aprovada a exaltação ao grau de Mestre Maçom do Ir.’. Guatimozim, que possibilitou em 04 de outubro de 1822 o Imperador ser eleito e empossado no cargo de Grão Mestre do GOB.

Em 09 de setembro e por conta de Ata de reunião do então Grande Oriente Brasílico, datada do 20º dia do 6º 
Mês da Verdadeira Luz 5822. (a interpretação de 20 de agosto é mais uma alegoria da Maçonaria devido a uma interpretação equivocada na leitura da data registrada na ata, devido à conversão na utilização do calendário equinocial para o gregoriano) 
Reunião, presidida por Gonçalves Ledo, os maçons presentes teriam aprovado 
a Independência do Brasil, sobre a qual Dom Pedro seria informado e deveria aderir, tornando-se Imperador, 
ou voltar para Portugal.

Pesquisadores maçônicos de renome, como José Castellani, são unânimes em afirmar que, nestes episódios, 
assim como em muitos outros, a Maçonaria exerceu um papel fundamental, pois funcionava como um verdadeiro partido político, com força atuante nas Lojas que aos poucos se espalhavam pelo País, mas se 
irmanavam na defesa e propagação dos mesmos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Comentado por Sidnei Netto Godinho M.’. M.’. 

UM TFA.’.
Robson Campos M.’. M.’.
Facebook.com/robsoncampos360

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